sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Tempo

O tempo é relativo. Toda a gente sabe disso. O tempo é curto quando o passamos com alguém querido, o tempo é longo quando estamos à espera do resultado de um exame.
Mas o que o tempo tem de mais incrível é que só nos damos conta da sua verdadeira duração quando este já passou, quando nos afastamos da situação e a contemplamos como observador em vez de sujeito activo.
E o tempo pode variar numa mesma situação. Por exemplo, um gesto quotidiano como o de lavar os dentes. Ou não se dá por ele, ou é uma eternidade quando ainda falta tantas lavagens de dentes até ao momento que queremos que aconteça agora.
Queremos controlar o tempo. Agora avança, agora prolonga-te, agora pára. Mas a verdade é que o tempo não pode ser controlado e está em nós de torná-lo mais agradável e menos penoso de viver.
O que hoje me parece ser tanto tempo, há bem pouco tempo atrás parecia-me tão pouco tempo. Tanto tempo que falta até voltares, tão pouco tempo tinha até te ires embora.
O que eu quero é que o tempo passe por mim sem eu dar por isso. E quando eu estiver na posição de observador, sei que já nem me vou lembrar deste tempo, porque o que vai importar é o tempo que vou estar contigo.

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