quarta-feira, 21 de abril de 2010

Dedicação


Há algumas coisas na vida a que nos dedicamos. Um filho. Uma mãe. Um pai. Um irmão ou irmã. Um companheiro de vida. Um amigo. Uma carreira. Uma religião. Um ideal... Enfim. Mas poucas são as coisas que verdadeiramente merecem a nossa dedicação. São as coisas pelas quais nutrimos uma imensa paixão e um amor incondicional. Dedicamo-nos profundamente a algo por que estariamos dispostos a dar a vida.

Se à partida o objecto de dedicação parece óbvio, por vezes gastamos toda a nossa energia em coisas que não nos dão qualquer retorno e então deveríamos ter a coragem de abandonar essa causa e procurar aquilo que nos faz mais feliz. Por outro lado, isso é um amor incondicional. Que não espera nada em troca e que ama independentemente da resposta do objecto amado. Parece triste. Mas feliz de quem consegue e quem tem oportunidade de amar assim.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Wanahakalubi

Sabem aquelas pequenas coisas que nos põem um sorriso involuntário nos lábios? E que nos confortam em momentos de saudade? Que nos fazem querer reviver momentos únicos? Isso é um wanahakalubi. Uma explosão de alegria potenciada pela expressão de um amor imenso. Um wanahakalubi compreende uma série de confidências bem escondidas sobre um véu de cócegas, gargalhadas e beijinhos. Tudo aquilo que queremos dizer mas não conseguimos pela falta de palavras suficientemente fortes para qualificar um sentimento. Wanahakalubi podia traduzir-se em "vamos tomar um café juntos..." ou "vamos jantar fora..." ou "vamos ao cinema...", "...para sempre."

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Lufada de ar fresco


Recentemente aprendi que...

A melhor coisa que...

Não sei por onde começar... Deitar a minha cabeça no teu peito... Andar de mão dada contigo... Rir-me contigo... Sonho. Ilusão. Não é justo. Quero mais. Não quero que fiques aí. Isso é horrível. Caixões nos tejadilhos dos carros... Cabos eléctricos por todos os lados... Prédios e casas com ar de abandono...

Bah! Está tudo muito difuso...

Sim, eu fui uma lufada de ar fresco nessa tua temporada, mas tu, tu és uma lufada de ar fresco na minha vida.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Defying Gravity


Hoje acordei com uma canção na minha mente. Já não sabia bem se estava a sonhar ou não mas como a própria música impele-nos a sonhar, deixei-me levar pela sensação e acabei por ficar embrenhada num sentimento de possibilidade... "something has changed within me"; já há algum tempo que persigo este sentimento e tento dar-lhe espaço para crescer e acreditem que não há nada melhor do que desafiar os nossos temores e arriscar em nome do que desejamos!

"Its time to try defying gravity

I think I'll try defying gravity

And you can't pull me down.

I'm through accepting limits

Because someone says they're so

Somethings I cannot change

But i'll try, I'll never know [...]"



quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Personalidade virtual

Andamos todos preocupados em causar uma boa imagem. Esforçamo-nos por mostrar aos outros que somos atraentes, simpáticos, divertidos, sociáveis. Prova disso são os nossos perfis virtuais. Ne vale a pena entrar na discussão se isto é ou não uma vantagem da nossa sociedade porque verdade seja dita, a tecnologia chegou para ficar e está bem enraizada.
Sim, se não fosse este progresso tecnológico, não me seria possível partilhar estes pensamentos nem falar à distância com o meu namorado, como se ele estivesse ao meu lado. Mas o que me incomoda é a necessidade que temos em criar uma personalidade virtual com tanto empenho, tanta dedicação e depois muitas vezes tal não corresponde à realidade. Preferimos fechar-nos num casulo e fingir que somos perfeitos a procurar desenvolver o nosso ego. As relações inter-pessoais estão a ser menosprezadas em virtude das virtuais. Gastamos mais do nosso tempo a desenvolver um hobbie que rapidamente se torna num vício, quando há tantos cafés para descobrir, tantas cidades para conhecer, tantas pessoas reais para conhecer.
Enfim, nada que toda a gente já não saiba, mas que prefere ignorar pois é o caminho mais fácil.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

"Carência mímica"

Carência. É o substantivo para falta, penúria, privação, necessidade, precisão.
Mímica. Arte de imitar, de exprimir os pensamentos por meio dos gestos e da expressão fisionómica.
No nosso caso é bem mais que isso. Sim, é uma privação da expressão dos nossos sentimentos. Mas é-o sobretudo pela falta de "mimos". É a necessidade que temos do "toque" porque a linguagem do amor é o tacto. E eu preciso dos teus mimos tanto quanto precisas dos meus. Sinto falta do teu abraço, das tuas festas, de te dar a mão e de acariciar o teu rosto, mostrando o quanto gosto de ti. Se eu pudesse ia agora ter contigo para satisfazer esta necessidade que tenho de te mimar e de ser mimada por ti.
Por isso dou-te toda a razão quando defines esta saudade como uma "carência mímica". Em grande parte é isso que sinto. E mais... bem mais. A tua companhia, a tua voz, o teu cheiro... Estou carente de tudo isso. E quando nos reencontrar-mos espero apaziguar esta falta que sentimos um do outro, ainda que precise de toda uma vida para mimar-te o suficiente.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Desabafo

Não quero adormecer porque tu não estás aqui para dormires comigo. Não quero levantar-me da cama porque tu não estás aqui para tomar o pequeno-almoço comigo. Não quero sair de casa porque tu não estás cá para passar o dia comigo. Não quero almoçar nem jantar porque tu não estás cá para cozinhar, inventar, brincar comigo.
Não quero! Não quero ficar parada porque assim o tempo não passa, mas não quero fazer nada porque tu não estás cá para passar o tempo comigo.
Estou muito chateada.
Mas vá, agora já te consigo ver de vez em quando e esses minutos são preciosos para mim. Então eu acordo e levanto-me. Faço tudo o que preferiria fazer contigo pois sei que se o fizer, quando der por mim estás aqui outra vez.
Mesmo assim é difícil. Mesmo assim quero queixar-me e lamentar-me porque o meu amor não está cá... hmph... que pirosada!

domingo, 10 de janeiro de 2010

TU

Tu que me enches o coração de amor, alegria, carinho e ternura; tu que me fazes sentir como se cada dia fosse melhor que o anterior; Tu que me fazes querer acordar de manhã e adormecer à noite porque sei que vou estar agarrada a ti; Tu que me dás mais do que aquilo que eu poderia desejar; Tu.
Tu que iluminas a minha vida e a transformas em algo tão real e tão digno de viver, não podias ser mais certo para mim.
Hey, tu, o que fazes longe de mim? O teu lugar é ao meu lado. Porque quando estás comigo eu sou completa. Porque quando estamos juntos nada é impossível.
Mas tu que agora estás longe, sabias que ainda assim estás perto, tão perto? Ficaste colado a mim e eu a ti. A tua alma agora pertence-me e não há um "tu" sem um "eu".

sábado, 9 de janeiro de 2010

O que há em mim é sobretudo cansaço

"O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossívelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Pare eles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande,um profundo,
E, ah, com que felicidade fecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo. Íssimo
Cansaço..."

(Álvaro de Campos)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Tempo

O tempo é relativo. Toda a gente sabe disso. O tempo é curto quando o passamos com alguém querido, o tempo é longo quando estamos à espera do resultado de um exame.
Mas o que o tempo tem de mais incrível é que só nos damos conta da sua verdadeira duração quando este já passou, quando nos afastamos da situação e a contemplamos como observador em vez de sujeito activo.
E o tempo pode variar numa mesma situação. Por exemplo, um gesto quotidiano como o de lavar os dentes. Ou não se dá por ele, ou é uma eternidade quando ainda falta tantas lavagens de dentes até ao momento que queremos que aconteça agora.
Queremos controlar o tempo. Agora avança, agora prolonga-te, agora pára. Mas a verdade é que o tempo não pode ser controlado e está em nós de torná-lo mais agradável e menos penoso de viver.
O que hoje me parece ser tanto tempo, há bem pouco tempo atrás parecia-me tão pouco tempo. Tanto tempo que falta até voltares, tão pouco tempo tinha até te ires embora.
O que eu quero é que o tempo passe por mim sem eu dar por isso. E quando eu estiver na posição de observador, sei que já nem me vou lembrar deste tempo, porque o que vai importar é o tempo que vou estar contigo.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

O que a vida tem de mais previsivel

O que a vida tem de mais previsível é a imprevisibilidade.
Quando tudo parece estar organizado, equilibrado e sereno, o caos instala-se. Mais uma renovação. Mais uma oportunidade de crescer como indivíduo capaz de se adaptar a alterações repentinas e a situações adversas.
É um sentimento estranho este de perda, de ausência de controlo. Mas como percebo que é da mudança que vêm as melhores coisas... Como sou testemunha do sucesso que advém da coragem de arriscar e começar tudo de novo.
Choro a tua partida. Mas anseio a tua chegada com ainda mais fervor. Sei que esta etapa vai ser ultrapassada com uma grande vitória nossa. Uma vitória tua. Uma vitória minha. O triunfo do nosso amor.
Temo os dias que stão para vir. Espero ter coragem de enfrentá-los com serenidade e esperança. Sei que sou capaz. Sei que és capaz.
E espero que tenhas encontrado o sossego esta noite, que descanses o teu corpo e a tua mente e que o dia de amanhã te pareça especial e promissor. Assim o desejo para nós dois.
Quero ver-te em breve. Quero tocar-te em breve e voltar a dormir nos teus braços. Só a imagem deste pensamento faz-me levitar.
Não há nada melhor que o conforto de um abraço apaixonado.